“É fundamental acreditar em sua capacidade”, disse o aprovado em 1º lugar no concurso do TRT 14

Sabe aquelas pessoas que quando você conhece, imediatamente vem em sua mente o termo “Que inspiração!” para defini-las?! Pois é, podemos dizer que Helton Martins, aprovado em 1º lugar no último concurso para técnico administrativo para o TRT 14 (Rondônia e Acre), realizado em 2016, é uma dessas pessoas inspiradoras. (No orçamento deste ano de 2017 há concursos previstos para TRTs. E se você pretende já se preparar de forma adequada, com a ajuda de profissionais, confira algumas de nossas mentorias: TRT e Redação para Tribunais).

De auxiliar de escritório em uma rede de supermercado, frentista de posto de gasolina, para agente da Polícia Civil de Rondônia, técnico administrativo no TJ-RO até chegar ao TRT 14. Assim foi a trajetória de Helton, que contou com ingredientes que foram necessários para que ele alcançasse o seu objetivo: poucas oportunidades, erros, acertos, superações, uma rotina de trabalho e estudo, força de vontade para mudar de vida, objetivo bem definido, foco e perseverança.

Helton tomando posse no TRT 14

Helton tomando posse no cargo de técnico administrativo no TRT 14

“Aqui na minha cidade os jovens não têm muitas oportunidades de trabalho. Assim, logo comecei a almejar aprovação em concursos”, disse Helton, natural de Jaru, em Rondônia. E conseguiu o seu propósito que almejava desde os 19 anos. Mas para chegar ao cargo em que exerce atualmente no TRT 14 na sua cidade natal, o servidor público, que tem 31 anos, formado em Letras e Direito, casado e com três filhos, passou por dificuldades e pensou em desistir algumas vezes.

“Meus filhos pequenos esperavam o meu retorno do trabalho para brincarmos juntos. Algumas vezes eu trancava a porta para poder estudar, mas eles pediam para entrar. Enfim, foi muito difícil para mim”, ressaltou Helton. “Abdiquei de muitas horas ao lado deles, mas, considerando o tempo de estudo e as vantagens do cargo, valeu a pena, sem dúvida”, destacou.

Sempre vale a pena! E como é bom começar um novo ano cheio de bons exemplos para motivar ainda mais e fazer valer a pena cada hora de dedicação aos estudos, conversamos com Helton que nos contou sobre sua rotina de estudos, como era seu planejamento, o que fez para não desistir, como conciliava estudo e trabalho e os próximos cargos que pretende alcançar.

Confira abaixo a entrevista completa

Por que você decidiu se preparar para concurso? Quando descobriu que queria ser servidor?

Trabalhei por pouco tempo na iniciativa privada. Comecei aos 18 anos como auxiliar de escritório em uma rede de supermercado. Todavia, com 6 meses fui demitido. Depois, trabalhei em um posto de gasolina, na função de frentista, mas também por pouco tempo. Aqui na minha cidade os jovens não têm muitas oportunidades de trabalho. Assim, logo comecei a almejar aprovação em concursos. Com 19 anos fui aprovado no meu primeiro concurso público e, com 20 anos, tomei posse no cargo de agente de polícia (PCRO), função que exerci por quase 4 anos, período durante o qual também me formei em Letras. Em seguida, logrei aprovação para o cargo de técnico judiciário (TJRO), função que exerci por 7 anos, período durante o qual me graduei em Direito.

Tem pais ou outros familiares próximos que são concursados assim como você? Eles te incentivaram e apoiaram nessa caminhada?

Meu pai, já falecido, era professor da rede pública estadual. Tenho um irmão que é servidor do Ministério Público do Estado de Rondônia. Eles me incentivaram, sim. Mas a pessoa que mais me apoiou foi minha esposa, que sempre foi compreensiva quando me ausentava para a jornada diária de estudos, animando-me com dizeres como: “não desista”, “confio em você”, “acredite no seu potencial” etc.

Há quanto tempo estudou para concurso? Quantos já fez, como foi o resultado neles?

Eu estudava pouco para concursos. Em geral, estudava apenas quando saia o edital. Mesmo assim, obtive aprovação nesses dois concursos que mencionei. No entanto, intrigou-me o que certa vez ouvi de um amigo. Ele disse que eu ainda não estava preparado para um certame federal. Ele estava coberto de razão. Estudando apenas em período pós-edital, sem foco, estratégia e organização, eu não consegui bons resultados nos concursos federais que almejava: TRF1, TRERO e no próprio TRT14.

Eu participei de concurso, por duas vezes, para cada um desses órgãos que citei. Consegui aprovação, mas não uma boa classificação. Para o último concurso do TRT14, no qual fui aprovado em 1º lugar, estudei por 6 meses apenas em horário noturno, quando chegava do trabalho. No entanto, além desse tempo de preparação prévia, pude estudar em período integral (manhã, tarde e noite) nos 3 meses que antecederam a prova, pois consegui uma licença prêmio por assiduidade no TJRO.

Você aconselha a fazer, acha que vale a pena fazer, estudar para outros concursos que não são o foco principal?

Aprendi ao longo de minha experiência com concursos que o ideal é ter foco em apenas um cargo/concurso. Todavia, a depender da situação, não vejo problemas em prestar outros concursos cujas disciplinas sejam semelhantes. Penso que não é aconselhável tentar algo totalmente diferente, já que teria que começar praticamente do zero.

Durante seus estudos para o TRT14, você estudava e trabalhava? Se sim, como conciliava essas duas rotinas? 

Sim, trabalhava durante o dia. Minha jornada no TJRO encerrava às 18 horas. Acho que o mais difícil em minha preparação foi conciliar a rotina de trabalho com os estudos, pois eu já chegava em casa cansado. No meu caso, ainda tinha um “agravante”: meus filhos pequenos esperavam o meu retorno para brincarmos juntos etc. Algumas vezes eu trancava a porta para poder estudar, mas eles pediam para entrar. Enfim, foi muito difícil para mim.

Por quanto tempo se preparou especificamente para o TRT 14? Você sempre quis trabalhar no órgão e por que a escolha?

Estudei aproximadamente por 9 meses com foco exclusivo para o TRT14. Sempre quis trabalhar na justiça federal especializada, por acreditar nos comentários de que possui a menor carga de serviços acumulados e um excelente clima organizacional. A remuneração e as progressões da carreira também me atraíram, confesso.

O que considerou mais difícil assim que você iniciou a vida de concurseiro?

Manter a regularidade nos estudos é bem difícil, por diversos fatores, a depender da realidade de cada pessoa. Eu começava e depois de uns dias desanimava, ou não revisava os assuntos estudados, ou pensava em mudar o foco, coisas desse tipo. Para mim, nesse aspecto, foi fundamental ter amigos concurseiros, pessoas que compartilhavam do mesmo objetivo. Motivaram-me suas experiências, seus planos, seus métodos de estudo.

Como se organizou nos estudos, como era seu planejamento (quadro de horário ou ciclos, resumos, revisão, simulados, provas..)? Quantos dias da semana e quantas horas por dia estudava?

Comecei a me organizar depois que passei a conviver com amigos concurseiros. Inspirava-me o que faziam, como estudavam. Eu costumo dizer que, se não tivesse conhecido dois amigos em especial, não teria conseguido essa aprovação no TRT14. O primeiro deles, André, servidor da justiça federal, motivou-me com suas experiências. Sob sua influência, mantive o foco em TRT e me convenci que não seria ruim prestar concurso em outros Estados. Com o segundo, Jhonatha, servidor da justiça eleitoral, aprendi a ser perseverante e mantive boa regularidade nos estudos.

Quanto ao meu planejamento, minha forma de estudar consistiu basicamente numa rotina diária de leitura com marcações, anotações, pequenas esquematizações no próprio material escrito (em regra, livros para concursos) ou em folha apartada e resolução de questões. Estudava todos os dias, exceto aos sábados. Procurava estudar por no mínimo, 5 horas. Nunca contabilizei de forma rigorosa as horas de estudo. Como já mencionei, nos três últimos que antecederam a prova, estudei pela manhã, tarde e noite. Não fiz: quadro de horários, ciclo de estudos, curso presencial. Não assisti videoaulas. Mas não descarto essas coisas. Apenas estabeleci uma rotina e permaneci nela por alguns meses, estudando diariamente, sem cessar.

O que fazia para manter o foco?

Eu só estudava para TRT e, como já era servidor público, com certa estabilidade financeira, mantive o foco. Os amigos concurseiros foram essenciais, como afirmei anteriormente.

Como foi sua preparação após o edital?

Dei especial atenção aos assuntos mais relevantes e procurei revisar todo o material estudado, sobretudo mediante a resolução de inúmeras questões. O bom de manter o foco em um único concurso é que, em tese, você estuda os mesmos materiais e/ou as mesmas matérias várias vezes.

Quais os tipos de materiais que utilizava (livros, videoaulas, aulas presenciais, PDFs, a “lei seca”....) e quais as vantagens e desvantagens deles? Como fazia para escolhê-los?

Meus materiais foram livros especializados para concursos, lei seca, e alguns cursos em pdf. Escolhi livro ou material impresso, pois, além de gostar de marcar, anotar e esquematizar neles, nunca consegui ler por muito tempo através de dispositivos eletrônicos. Li alguns pdf com IPad, mas confesso que prefiro livro. Os meus livros são todos marcados. Consigo me situar, localizar qualquer assunto. Meus livros de Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, por exemplo, revisava-os na íntegra em apenas uma semana. Essas são as vantagens que vejo.

Considero videoulas e cursos online ou presencial importantes, pois possuem professores especializados que fornecem muitos macetes e dicas interessantes, além de esclarecerem os assuntos mais difíceis de entender, mas optei por não fazê-los, visto que, como trabalhava durante todo o dia, achava que avançava mais rápido nos conteúdos com a leitura, memorização e resolução de questões. Mas não diria que vejo isso como “desvantagens” desses recursos.

Quais as disciplinas que teve mais dificuldade e como conseguiu fazer para superar?

Matemática e raciocínio lógico. Nessas disciplinas, tive que ter maior concentração e persistência. Adquiri cursos em vídeo e em pdf dessas matérias. Não errei nenhuma questão na prova, graças a Deus!

Conseguiu terminar todo o conteúdo? E como você fez, caso sim ou não?

Consegui, sim, ainda que em alguns deles não tenha sido com o grau profundidade que desejava. Para isso, tive que me preparar com antecedência, com base no último edital.

Como conciliava estudos e vida social? Foram muitos sacrifícios? Você precisou abrir mão de tudo, inclusive de redes sociais?

Tive que deixar de lado vida social, para dedicar-me mais aos estudos, sobretudo porque trabalhava durante o dia. O maior sacrifício, para mim, foi ter que deixar de fazer atividades com meus filhos. Abdiquei de muitas horas ao lado deles, mas, considerando o tempo de estudo e as vantagens do cargo, valeu a pena, sem dúvida.

Quais foram as suas maiores dificuldades na preparação em si e como conseguiu superá-las?

Posso reafirmar que minhas maiores dificuldades foram: manter a motivação e a regularidade nos estudos, além de deixar de passar tempo ao lado de minha família.

Quanto tempo levou do resultado final até sua nomeação? Após ter assumido o cargo, preferiu descansar, aproveitar a vida de concursado ou já voltou a estudar novamente?

Acho que do resultado final até minha nomeação transcorreu 2 meses aproximadamente. Mesmo depois de entrar em exercício, continuo estudando visando aprovação em cargo privativo de bacharel em direito, também na justiça federal.

Qual o próximo concurso que pretende fazer?

Ainda estou com foco em TRT. Farei mais alguns para AJAJ ou AJOF.

Estudando para outro concurso, o que manteria na preparação que teve para o TRT 14 e o que mudaria? Quais foram os seus maiores acertos e erros?

Manterei minha rotina de estudos. Mas irei aperfeiçoar o controle das revisões periódicas, além de fazer pequenos resumos de alguns assuntos. Também quero fazer algum curso preparatório online, já que na minha cidade não há cursos presenciais.

Pensou em desistir alguma vez durante seus estudos e por quê?

Muitas vezes pensei em desistir. Acho que todos que estudam, em algum momento, duvidam de sua capacidade, principalmente quando obtém resultados insuficientes. Mas é preciso saber aprender com os erros e seguir em frente com foco, disciplina, organização e perseverança.

O que fazia para superar momentos de desânimo?

As conversas com a esposa e família e, é claro, os amigos foram fundamentais para superar o desânimo.

E o que o deixava motivado para seguir?

Pensar que a aprovação estava se aproximando; que poderia ter melhores condições de vida ao lado da esposa e filhos. As conversas com os amigos também muito me motivavam.

Qual foi a sua maior conquista após ter sido aprovado e assumido o cargo?

Minha maior conquista foi trabalhar com o direito do trabalho, num ambiente extraordinário, com excelentes pessoas, além, é claro, de auferir os rendimentos do cargo.

Na sua opinião, quais os maiores erros de um concurseiro?

Não ter foco. Desistir, não mantendo regularidade nos estudos. Compartilho da tese de que qualquer um pode passar, basta se dedicar aos estudos.

O que considera fundamental, indispensável para ser um bom concurseiro?

Gostei da chamada para divulgar Olimpíadas do Rio, utilizando a trilha da música de Projota “Foco, força e fé". Acho que resume bem a jornada de um concurseiro.

Quais os conselhos de preparação e qual mensagem que você deixa para quem está na caminhada rumo à aprovação e que almeja conquistar o tão sonhado cargo público?

Em acréscimo ao que já disse, vou repisar que é indispensável manter a regularidade nos estudos, o que requer rígida disciplina. Sempre procurar utilizar materiais e cursos especializados. Ter um planejamento quanto aos horários, matérias, revisões. Penso que também é fundamental acreditar em sua capacidade e procurar aprender com os erros. E para se manter motivado nada melhor que ter bons amigos concurseiros.


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