Técnica de estudos: Mapas Mentais para Concursos Públicos

 

Percebo que um problema muito comum entre concurseiros e estudantes, quando dedicam-se a estudar para uma prova é o fato de terem muita vontade e pouco tempo. Além disso, muitos dos métodos de estudos que aprendemos, ao invés de contribuírem para eficácia, nesse momento de dedicação para tão sonhada aprovação, acabam dificultando o processo de aprendizagem e muitos vezes, ao invés de ajudar, resulta na desmotivação do estudante. Agora vamos imaginar a seguinte situação:

Quando começamos a estudar para concursos ou outras provas, a lógica parece ser simples: estude tudo que você conseguir (tempo gasto). Depois de ler, volte ao conteúdo para ler novamente (mais tempo), agora com mais atenção (muito mais tempo). Faça seus resumos (xiiii…), mais uma vez voltamos ao ponto inicial de modo a parecer que não saímos do mesmo lugar. Pois bem, é assim que as pessoas estudam e como eu também fazia. 

Confesso que essa ideia de passar horas na frente dos livros sem ver resultados nunca me seduziu. Na busca do melhor método para facilitar meu processo de aprendizado, em todos os livros, revistas e artigos que lia, a história era a mesma – massificação. Não havia uma forma inteligente de aprender, havia uma forma resistente de aprender.

Na vida, fomos ensinados que para assimilar e memorizar conteúdos exigidos numa prova, a única saída é estudar e muito. No entanto, quantidade não é tudo. Segundo professores e especialistas em concursos, certas técnicas relativamente simples podem otimizar o tempo e alavancar o rendimento do aluno.


Nesse sentido, vamos agora desbravar o mundo dos Mapas Mentais

Mas afinal, o que são Mapas Mentais?

Os Mapas Mentais foram criados em meados da década de 70 por um psicólogo britânico, chamado Tony Buzan. Ele mostrou que utilizando um mapa mental você pode organizar de forma visual a essência daquilo que quer memorizar.

O autor, ao estudar, deparou-se com o seguinte problema: de tudo que era dito em uma determinada aula ou em determinado conteúdo, apenas algumas poucas palavras eram importantes. Era como espremer suco de uma fruta – depois que você termina, caem algumas gotas, e o bagaço é sempre enorme.

O mapa mental só deixa o “suco” e joga todo o bagaço fora, ou seja, torna-se uma ferramenta útil, pois reduz, simplifica e seleciona as informações mais relevantes, deixando de lado grande parte de detalhes inúteis, focalizando nossa atenção nos dados essências.

Infinitas conexões podem ser feitas com uma simples palavra e sua tendência é fazer uma associação mais criativa do que uma associação baseada em memorização. Assim, nasce o conceito de palavra-chave para memorização: é aquela palavra que força a mente na direção certa, dando-lhe a possibilidade de recriar uma informação no sentido desejado. Uma palavra-chave uma vez mencionada, traz consigo uma série de imagens especiais.

Nesse sentido, o Mapa Mental é útil na hora do estudo por que reduz, simplifica e seleciona as informações mais relevantes do assunto que está sendo estudado, ajudando o cérebro a fazer novas associações mais rapidamente, as conexões entre os conceitos-chave são mais imediatas e, consequentemente, a criatividade torna-se mais fluente. O mapa torna a memorização mais efetiva do que se tivéssemos listas lineares de informações para decodificar e associar. 

Acredito que você já se viu na situação de finalizar mais um tópico da sua querida apostila e se sentir o guri do assunto, no entanto, na semana seguinte não lembra mais de nada e seus resumos não são suficientes para deixarem as coisas claras, pois bem, isso é bastante comum entro os estudantes, no entanto, o erro está justamente em ter que voltar a estudar novamente algo que já investiu tempo, deixando de ver um conteúdo quentinho. 


Além disso, outro motivo que podem tornar os resumos ineficientes, é o fato de muitas vezes eles ficarem enormes e você nunca ler ou então serem prolixos, e consequentemente não resolvem nossos problemas mais fundamentais. 

Outro ponto interessante que desejo destacar é que esta ferramenta serve não apenas para os estudos, mas para entender e para apreender qualquer conteúdo. Serve, também, para palestras, apresentações, organização de ideias, registro de chamadas telefônicas, brainstorming e tudo mais que você conseguir pensar nessa linha.

Por que usar mapas?

Segundo o influente concurseiro, Fernando Mesquita, o processo de aprendizagem funciona por meio de um ciclo, “O Ciclo EARA” uma metodologia de estudo composta por quatro etapas, que devem se repetir em toda e em cada sessão de estudos: estudos, aplicação, revisão e adaptação.

Os mapas mentais contribuem justamente nas etapas 1 e 3 –Estudos e Revisão, se você não está revisando, está fazendo errado. Estes surgem para resolver alguns de nossos problemas:

1. A duração da revisão – com eles, a revisão fica curta. O livro do escritor Felipe Lima, Mapas Mentais e Memorização para Provas e Concursos, traz uma metodologia interessante para a revisão, que, ao final, cada mapa pode ser revisado em aproximadamente dois segundos. (“0lha as coisas melhorando!”)

2. A dificuldade na confecção da revisão – resumos são enfadonhos de serem produzidos – exatamente porque você acaba copiando boa parte do conteúdo do livro ou da aula que está assistindo. Os mapas são bem mais rápidos e mais simples de serem produzidos;

3. A eficácia do método – De nada adianta ser a melhor ferramenta se não é usada. Não é que resumos sejam ruins (eles são), mas até uma ferramenta ruim pode ser usada – se for usada. Isso significa que você pode criar resumos que nunca vão ser lidos ou mapas que poderá revisar em qualquer lugar, com qualquer quantidade de tempo disponível.

4. A concentração no estudo – estudar, para a maioria das pessoas, é uma atividade passiva. Ler, ler, ler ou assistir aulas, como amebas acéfalas que parecemos nos tornar em alguns momentos. O estudo deve ser uma atividade… ativa. Fazer mapas traz atividade aos seus estudos – você precisa entender o conteúdo, analisá-lo e ver quais são as palavras-chave, aqueles termos ou expressões mais importantes para o entendimento do texto, porque são eles que nos permitem construir nossos mapas.

Algumas pessoas acham difícil fazer mapas durante a aula ou a leitura, mas é o melhor momento para se fazer, e nada te impede de adaptar ou atualizar seu material depois.

Dicas para construir seu Mapa Mental: 


A técnica dos Mapas Mentais segue alguns passos simples:



1.Use um caderno sem pauta, de preferência bem grande. Use lápis ou canetas coloridas. As cores estimulam sua imaginação e dão uma melhor visão do todo.

2.Comece no meio do papel com uma imagem colorida. Uma imagem vale por mil palavras, encoraja pensamentos criativos e aumenta a memória.

3.Faça ramificações e escreva nelas palavras-chave referentes ao assunto.

4.Evite escrever várias palavras na mesma ramificação. As palavras devem ser unidades, assim cada uma fica livre para você pendurar nela tantos outros conceitos quando forem necessários.

5.Desenhe caixinhas para as coisas que considerar mais importantes. Lembre-se que você está fazendo um desenho, e não um texto! Desenhe setas mostrar a relação entre as ramificações que ficam em partes diferentes do mapa.

6.Como sua mente gera ideias muito rapidamente, sem pausas, não se preocupe com a organização. Isto ficará para o final do exercício.

7.Depois de anotar tudo que vier à sua mente, faça a edição do seu mapa mental. Uma das formas é traçar círculos ou “nuvens” sobre as atividades afins, de preferência usando cores diferentes para cada área.

8.Acrescente números para dar a ordem de importância ou para indicar uma ordem adequada, uma sequência nas suas anotações.

9.Faça tantas edições quantas forem necessárias para ter um Mapa Mental completo e que ajude você ao máximo a alcançar seu objetivo.

Como usá-los nas revisões?

Segundo o escritor Felipe Lima, em seu livro, Mapas Mentais e Memorização para Provas e Concursos, o esquema de revisão de mapas deve ser o seguinte:

  • Revise-os todos os dias nos primeiros 30 dias
  • Depois desse período, revise-os uma vez a cada 15 dias durante 6 meses.
  • Depois, uma vez por mês por até um ano
  • Por fim, revise-os uma vez por semestre a pelo tempo que desejar manter aquela informação na mente.

Mas será que fazer Mapas Mentais vai funcionar comigo?

Pois bem, é claro que não existem regras universais: alguns métodos excelentes para uns podem ser péssimos para outros, diz Paulo Estrella, diretor pedagógico da Nova Academia do Concurso.

“Todo candidato tem seu ponto forte, como a facilidade para visualizar ideias ou para retê-las por meio da audição”, explica ele. “O ideal é usar suas vantagens individuais a seu favor na hora de estudar”.

No lugar de esperar uma única receita infalível, diz Estrella, o aluno deve testar vários métodos e incorporar aquele que mais facilite sua vida.

Por tanto, quero te convidar a experimentar e utilizar as ferramentas e as dicas aqui fornecidas e a criar um mapa mental incrível.

Como tudo na vida, construir mapas mentais exige algum tempo até que você consiga dominar a técnica, mas você aprenderá rapidamente e em menos tempo do que espera estará pronto para extrair o máximo de seus mapas e de sua memória.

Para nossa alegria, existem vários programas geradores de Mapas Mentais: 

Encerrando o post, vou deixar aqui, alguns links de sites geradores de mapas mentais que utilizo baste no dia a dia:

Alguns são pagos e precisam ser instalados no computador, como o iMindMap (www.thinkbuzan) e o Mindjet (www.Mindjet.com). Outros podem ser usados diretamente no navegador da internet, como o Bubbl (www.bubble.us) ou o MindMeister (www.mindmeister.com), e também no tablete ou no smartphone, temos também o Coggle (https://coggle.it/) inclusive é um dos que mais utilizo, e gosto bastante, ele é gratuito, no entanto, oferece outros recursos que são pagos, mas a versão gratuita já satisfaz minha necessidade e acredito que também poderá satisfazer a sua, experimente!

 Aproveite para conhecer  o curso "Como criar e usar mapas mentais para concursos Públicos" e aprenda com o Prof°: Ismar Souza como fazer seus mapas! 

Até mais pequenos gafanhotos e bons estudos!


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